terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sobre a operação de compra de ações de ITAUSA

Esclarecimento aos Participantes da PETROS feito pelos Conselheiros Deliberativos e Fiscais Eleitos sobre a operação de compra de ações de ITAUSA

(Matéria publicada em 15 de agosto de 2011. Estamos  novamente publicando esta matéria, a pedido de participantes)


Para melhor compreensão dos participantes e assistidos vamos observar a operação, analisando-a em três distintas fases: (1) Troca dos Títulos Públicos (NTN) em poder da PETROS por títulos com liquidez no mercado (2) Troca de parte dos novos títulos adquiridos na primeira fase da operação no mercado (3) Aquisição das ações de ITAUSAatravés do mecanismo de balcão (negociado na Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA)

1. Analisando a troca dos Títulos Públicos (NTN-B) em poder da PETROS por títulos públicos com liquidez no mercado:
Os Conselheiros Eleitos durante os últimos oito anos têm apontado em seus pareceres, os efeitos negativos do aporte feito pela Petrobrás com transferência de títulos públicos (NTN) pelo valor de face, sem liquidez. A principal conseqüência negativa é porque parcela significativa do patrimônio coletivo (mais de um terço) não poderia ser aplicada em ativos com maior rentabilidade.
Para vender precisava autorização da Petrobrás, mas mesmo com autorização não tinha comprador. Durante anos muitas manifestações dos participantes consideravam aquelas NTN - Notas do Tesouro Nacional -
como "moedas podres". A PETROS era a única detentora destes títulos e não existia mercado para a venda destes papéis.
A orientação dada pelo Conselho Deliberativo foi para que a Diretoria Executiva procurasse negociar a transformação das aplicações em NTN sem liquidez por outras, com liquidez, a valor de mercado. Tal
operação finalmente foi negociada junto às autoridades monetárias (Governo) durante o ano de 2010, com acompanhamento pelo Conselho Deliberativo.
A precificação utilizada na troca (valor de mercado) foi maior do que a precificação que estava sendo utilizada pela PETROS (valor "na curva do papel" ou valor "de face") e, desse modo, a troca resultou em um ganho contábil de R$ 865,6 Milhões, passando então a PETROS a possuir contabilizados R$ 16,3
Bilhões em títulos públicos com liquidez. Nesta operação obtivemos um ganho de liquidez decisivo para a Entidade, em especial para o Plano PETROS do Sistema Petrobrás.
Junto a isto, houve o ganho contábil de R$ 865,6 Milhões que são expressos no Balanço de 2010 da Entidade. Tal ganho contábil é questionado por alguns analistas. Sobre isto voltaremos a falar a seguir.
Em outras palavras, a Fundação passou a deter títulos públicos que inúmeros outros investidores também detêm. Com isso, existe um mercado secundário onde tais ativos podem ser negociados. Portanto, a  PETROS pode iniciar o processo de adequação dos vencimentos à necessidade de caixa do Plano PETROS do Sistema Petrobras. Ou seja, a PETROS está fazendo um processo paulatino de adequação de  vencimentos, através da troca, via mercado secundário, de alguns vencimentos por outros. A maior parte dos
títulos anteriores tinha vencimento acima da expectativa de vida dos participantes do Plano PETROS do Sistema Petrobrás: o vencimento maior era 2033 e a expectativamédia é 16 anos.


2. Analisando a troca de parte dos novos títulos adquiridos:
Outra importante orientação dada em 2010 à Diretoria Executiva pelo Conselho Deliberativo foi a de procurar aproveitar oportunidades de negócios com possibilidade de rentabilidade elevada e risco adequado à sua política de investimentos. Para maior controle, estabeleceu redução para 1% dovalor do patrimônio total como limite máximode autonomia da Diretoria para cada operação.Este limite estava estabelecido no Estatutoanteriormente como de 5%, consideradomuito elevado pelos conselheiros eleitos. Tal determinação dá possibilidade hoje de uma maior transparência nos investimentos e desinvestimentos da Entidade.

Vários novos investimentos foram examinados. Inclusive fundos de investimentos direcionados a construção de navios sonda para uso na exploração das reservas petrolíferas do pré-sal e compra de significativo volume de ações da Petrobras oferecidas quando do aumento do seu capital. Entre os negócios analisados estava a compra de ações da empresa holding ITAUSA. A quantidade e o valor das ações adquiridas foram estabelecidos durante as negociações para garantir os direitos das partes contratantes. Sobre isso falaremos abaixo.
Para análise desse investimento especificamente não foi usado o COMIN - Comitê de Investimento. O COMIN é um órgão de assessoramento auxiliar da Diretoria Executiva onde temos participação com um membro indicado pelos Conselheiros Eleitos, entre três representantes das patrocinadoras, além de gerentes e técnicos da PETROS. Como o investimento estava sendo acompanhado e analisado diretamente pelo
Conselho Deliberativo com o acompanhamento da Diretoria, não foi acionado o órgão de assessoria da Diretoria Executiva.
Para a aquisição dessas ações foi estabelecido que fosse utilizada uma parte do ativo representado pelas novas NTN's, ou seja, do total de R$ 16,3 Bilhões correspondentes às novas NTN permutadas a preço de
mercado, R$ 2,60 Bilhões fossem destinados a operação. Esta operação de venda das NTN no mercado acarretou uma diferença negativa de R$ 16,3 milhões para os cofres da PETROS. Ou seja, 0,6% do valor total da operação (exatos R$ 16.294.927,81 em R$ 2.602.894.949,16).
É preciso entender que a política adotada pelo Conselho Deliberativo da PETROS de troca dos títulos públicos por outros de maior liquidez provocará daqui em diante uma maior flutuação do patrimônio da PETROS, visto que os títulos que eram marcados "na curva do papel" serão agora marcados "a mercado".
Seus valores contábeis flutuarão, portanto.
Muda a marcação e muda também a liquidez. Por outro lado, a desejada liquidez dos novos títulos adquiridos deverá ser acompanhada de umcontrolemaior em relação a realização de investimentos envolvendo os recursos da carteira NTN-B permutadas, por isso decidimos que devamter aprovação prévia
do Conselho Deliberativo da PETROS. Portanto, muda o controle que devemos fazer também. Isto por que a oportunidade de tal ou qual investimento pode esbarrar num momento adverso do mercado para a venda
de títulos, realizando prejuízos irremediáveis à Fundação, se for efetivada. Em nossa opinião não foi o caso desta feita.
O prejuízo de 0,6% da troca de títulos para aquisição de ITAUSAinclusive desmente o argumento anterior, desferido por alguns críticos da operação de troca das NTNs, de que não houve qualquer ganho contábil na
mesma. Tanto houve que, numa troca oportuna, feita logo a seguir, devido à operação de aquisição de ITAUSA, sem esperar um "melhor" momento para tal, "realizamos um prejuízo" de 0,6%. Amealhamos, no entanto, 99,4% dos valores pretendidos. Se relativizarmos em função do ganho contábil anterior, de R$ 865,6 Milhões, veremos que tal perda foi inexpressiva diante da magnitude do negócio realizado com as NTN-B (1) e do negócio a ser realizado na aquisição de ações de ITAUSA (3).
Os críticos do "ganho contábil" na operação 1 precisam clarear o raciocínio de que não houve ganho contábil na troca de títulos marcados na curva por títulos marcados a mercado, mas que houve prejuízo na operação 2 de troca dos títulos marcados a mercado para aquisição de ITAUSA. Houve o segundo, mas não o primeiro, afirmam, em nossa opinião, de forma contraditória. Em verdade, há os dois. Houve lucro
contábil na primeira operação e prejuízo por realização da troca dos novos títulos adquiridos para aproveitamento da oportunidade de investimento na segunda operação.Mas para comprar um lote de ações
dessa magnitude foi oportuno, pois comprá-las em lotes menores seria inviável. Além disto, parte das ações compradas tem direito a voto, portanto são mais valorizadas. Os argumentos dos companheiros que são críticos a tais operações caem por terra. Tudo por que o raciocínio de tais operações com títulos públicos é como na renda variável, e não como na renda fixa. Há que se estudar mais e com mais afinco para compreender a complexidade dos mecanismos financeiros envolvidos em ambas as operações.
A conversão das NTN's para condição de liquidez a mercado pode acarretar lucros ou perdas se forem comercializadas numa conjuntura adversa. Porém permite que a PETROS tenha condições que investir em
outros ativos de maior rentabilidade. Tal como os participantes clamamhámais de uma década e finalmente pudemos ver acontecer neste momento. Não somos mais fiadores paralisados da Dívida Pública do Estado
Brasileiro. Não somos mais obrigados a manter em nossos cofres tais papéis. Podemos negociar nossos títulos públicos na oportunidade que vislumbrarmos.

3. Analisando a aquisição das ações de ITAUSA através do mecanismo de balcão (negociado na Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA):
A questão da definição do preço da operação, a ser realizada no balcão de negócios do BOVESPA é baseada em uma prática comum do mercado. Digamos, se você possuir 3 bilhões de reais em ações e quiser
vender na bolsa em uma única operação, o mercado tenderá a desvalorizar suas ações para aquisição a um preço menor. O contrário também seria verdadeiro. Se quiser adquirir de uma só vez 3 bilhões em ações de algum ativo, o mercado tenderá a subir o preço de tal ativo. É o mercado.
A prática usual do mercado nestas operações foi adotada pela PETROS. Fixar um preço, baseado na média de um determinado período, a partir dos valores de desconto praticados historicamente no preço de tais papéis, segundo um contrato assinado pelas partes. Este novo valor será o valor adotado na operação no dia combinado entre as partes e, fatalmente, será fixado num patamar que o mercado irá adotar também.
Se há alguma crítica na metodologia adotada para fixar o preço de tais papéis, para que possamos avançar neste debate, é preciso apontar também outro mecanismo de precificação mais adequado que o utilizado
pela PETROS nesta operação. Em nossos limites, como Conselheiros Eleitos procuramos vislumbrar outros mecanismos melhores que o adotado, mas não obtivemos êxito.
Para não aborrecer o leitor, resumindo muito toda a longa operação, o desconto utilizado foi de 20,2% e o preço base foi de R$ 14,13 e não R$ 13,39, como havia sido acertado inicialmente. Como toda a negociação alongou-se por mais de um ano, um novo patamar de R$ 14,13 foi acertado entre as partes. E também um teto para o valor máximo, de R$ 14,48. Apenas para ilustrar, em 2010 todos os grandes bancos se valorizaram frente o índice BOVESPA, não apenas ITAUSA, tendo o Bradesco se valorizado 12,1% e o Banco do Brasil 12,7%. Assim o valor pago a Camargo Corrêa foi R$ 2.788.451.002,00 por 192.572.583 ações ordinárias, perfazendo R$14,4800/ação.
Além destas ações, a PETROS adquiriu no mesmo dia outros lotes de ações junto a diversas corretoras. No total, a PETROS adquiriu 213.382.600 ações ordinárias por um valor total de R$ 3.089.787.476,24. Todas as ações foram adquiridas no mercado ao preço de R$ 14,4800, respeitando o limite aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Conclusões:

Os membros eleitos do Conselho Deliberativo decidiram aprovar, por considerar lícitas e vantajosas aos participantes, as operações mencionadas, com base nas informações conhecidas e expostas nesta análise. Entendemos que a precificação foi realizada dentro dos parâmetros da legalidade e das melhores práticas adotadas no mercado, de forma transparente aos conselheiros eleitos.
Estivemos por mais de três meses dedicados à análise deste investimento e consideramos corretas todas as fases de tal operação. Acreditamos que o investimento irá trazer a rentabilidade esperada por todos nós.
Os membros eleitos do Conselho Fiscal solicitaram e conseguiram esclarecimentos complementares sobre as operações mencionadas. E não consideraram ocorrência de lesão ao patrimônio dos participantes, em
face da característica e tipo de investimento realizado, inclusive na troca de títulos do Governo com vistas a liquidação quando necessário para cumprir compromissos da Fundação no médio e longo prazos.
Obviamente que há muitos questionamentos que podem ser feitos. Se houve "outros" que buscaram lucrar na
operação; se a troca de títulos do governo só aconteceu por desejo do governo alongar suas dívidas; se houve um atravessador no oferecimento do investimento à PETROS; se tal ou qual partido político buscou alguma vantagem ilegal ou imoral ou antiética; se foi propositalmente atingido o limite superior aprovado pelo Conselho Deliberativo para a transação; se são verdadeiras as acusações publicadas em alguma revista de circulação nacional a respeito da ética e moralidade na operação de compra das ações etc. Não temos nós, Conselheiros Eleitos pelos participantes, como prever, como evitar ou como comprovar tais situações, verdadeiras ou não. Infelizmente, tais complexidades não nos ficam ao alcance. Os conselheiros eleitos, deliberativos e fiscais, não trabalham com informações e ilações de jornais e revistas. Mormente os defensores de interesses externos, como a Revista Veja. Trabalhamos emcima de fatos e dados que dêemsustentação técnica e jurídica à defesa dos interesses dos participantes da PETROS. Todas as informações pedidas nos foram fornecidas. Antes e depois das operações. Não vamos, em nenhummomento,
renunciar a esta prerrogativa que nos foi concedida pelos participantes. Não contem com isso. Fomos eleitos para defender os interesses dos participantes e honraremos esse compromisso até o último dia de nossos
mandatos.
Resta-nos ainda a certeza de que estamos atentos aos investimentos realizados por nossa Fundação. Que no limite de nossas competências temos sido vitoriosos em tornar cada vez mais transparentes aos participantes
tais operações. E consideramos uma acusação grave, gratuita e leviana de que fomos cúmplices de qualquer tipo de negociata.
Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2011

Assinameste documento os Conselheiros Eleitos Titulares Deliberativos e Fiscais:
Paulo Teixeira Brandão - Conselheiro Deliberativo Eleito
Yvan Barretto de Carvalho - Conselheiro Deliberativo Eleito
Ronaldo Tedesco Vilardo - Conselheiro Deliberativo Eleito
Fernando Leite Siqueira - Conselheiro Fiscal Eleito
Silvio Sinedino Pinheiro - Conselheiro Fiscal Eleito

sábado, 19 de novembro de 2011

MANIFESTO DA FENASPE E CONSELHEIROS DA PETROS ELEITOS


O apoio de todos os participantes da Petros aos Sindipetros que indicaram, obtiveram de suas bases a rejeição à proposta da Petrobrás e estão promovendo greve é importantíssimo.


Nessa mobilização a busca da unidade é a tônica que provocou a participação de Sindicatos ligados à FNP, os independentes e Sindicatos ligados à FUP, merecendo destaque a participação dos petroleiros da Bahia.

Embora existam pontos divergentes, porque as Associações que congregam participantes ativos e aposentados, a FNP, Sindipetro RJ e os Conselheiros Eleitos que assinam este documento não concordam com novas propostas para “repactuação” e adesão ao BPO e, principalmente, com a existência de “tabela congelada” no Acordo Coletivo. A GREVE em andamento, com a participação de diferentes correntes políticas do sindicalismo petroleiro, demonstra que este é o caminho para dar fim a era da imposição patronal ao achatamento do poder aquisitivo da categoria, uma exigência de inspiração neoliberal.

Não é possível mais tolerar o jogo patronal que deseja manter os petroleiros ativos e os aposentados lutando por interesses divergentes.

GANHO REAL É NO SALÁRIO BÁSICO

É imprescindível o apoio dos aposentados para que os salários básicos dos ativos recebam aumentos reais além da cobertura inflacionária e que os ativos não concordem mais com a existência do ilegal parágrafo único do artigo 1º, ou coisa qualquer similar, que, burlando contratos particulares existentes entre os participantes e a Petros, indica uma tabela diferenciada para reajuste de aposentados não repactuados.

Manifestamos integral apoio aos Sindicatos que promovem a GREVE e conclamamos todos para participarem da mobilização, sejam ativos ou aposentados, para negarem nas Assembléias qualquer proposta da Petrobras que não atendam aos interesses da categoria, principalmente a forma discriminatória que não agrega ganho real ao salário base para os ativos com igual transferência para os aposentados e pensionistas, acabando com a existência de tabelas diferenciadas e a RMNR.

A UNIDADE na LUTA nos levará a vitória com regate para a honra do movimento sindical petroleiro.


Assinam: FENASPE e sua afiliadas (AMBEP, ASTAPE BA, ASTAPE RJ, ASTAIPE, ASPENE SE, ASPENE AL, AEPET, APAPE, ASTAUL) Conselheiros Deliberativos e Fiscais Eleitos (Paulo Teixeira Brandão, Fernando Leite Siqueira, Ronaldo Tedesco, Agnelson Camilo, Silvio Sinedino, Oscar Scotta, Epaminondas de Souza Mendes e Emidio Rebelo Filho).


17/11/2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nossa Luta continua - informação



Um artigo de Paulo Brandão




Caros participantes da PETROS

A Petros como acionista componente do bloco de controle da  empresa holding ITAUSA apresenta resultados.

A holding Itaúsa, conglomerado, que une o Itaú Unibanco, a Duratex, a Itautec e a Elekeiroz, teve lucro líquido de R$ 1,273 bilhão no 3º trimestre de 2011, representando um crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2010.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido atingiu R$ 3,889 bilhões, valor 9,4% superior ao observado um ano antes. No que se refere ao patrimônio líquido, este somava R$ 31,343 bilhões em setembro deste ano, contra R$ 28,382 bilhões na mesma época de 2010, caracterizando um aumento de 10,4%.

O resultado de Itaúsa pode ser explicado pela excelente performance do Banco Itaú que representa 96% de seus resultados. Com expansão vigorosa das operações de crédito, somada a despesa menor com provisões para perdas e margens financeiras maiores, o Itaú Unibanco superou projeções de lucro no 3º trimestre. O maior banco privado do país apurou lucro líquido de 3,8 bilhões de reais de julho a setembro, um avanço de 25,5% em relação ao obtido em igual período de 2010.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o lucro alcançou R$ 10,940 bilhões. Com isso, obteve o maior lucro para o período na história dos bancos brasileiros de capital aberto, segundo levantamento da consultoria Economática. O resultado superou o lucro do próprio banco registrado em 2010: R$ 9,433 bilhões.

De acordo com os resultados apresentados até setembro de 2011 a itaúsa pagará R$ 831 milhões de proventos para os acionistas. A Petros deverá receber de proventos, relativos aos resultados apresentados até setembro de 2011, aproximadamente R$ 44 milhões.

Como pode ser verificado na tabela abaixo, entre os dez maiores lucros para o período, quatro são do Itaú Unibanco, três são do Bradesco, dois do Banco do Brasil e um do Santander.


Paulo Brandão

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Decisão do STF e a correção dos benefícios dos assistidos da PETROS


Conforme foi amplamente noticiado, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela correção de aposentadorias a partir de entendimento quanto ao teto dos benefícios. Segundo o noticiado, seriam alterados valores de aposentadoria cujos benefícios teriam sido concedidos entre 1995 e 2004 como decorrência do novo teto de aposentadorias trazido pela Emenda Constitucional nº 20.
Em função disto, encaminhamos, os conselheiros eleitos Paulo Brandão e Ronaldo Tedesco, duas mensagens ao Presidente do Conselho Deliberativo da PETROS. A primeira solicitando os seguintes esclarecimentos:
a)                 Qual o número de aposentados que se encontrariam nessa situação de revisão, na Fundação Petros, discriminados por Planos de Benefícios.
b)                 Quais os impactos possíveis nos planos do Sistema Petrobrás, particularmente no que se refere ao novo teto a partir da EC/20, seja em relação ao teto do INSS, seja em relação à suplementação da Fundação Petros, e se há contingentes com direitos diferenciados no universo de assistidos.
c)                  Quais as providências possíveis de adoção pela Fundação visando facilitar a aplicação do novo entendimento mais favorável ao assistido.
d)                 Quais os prazos prescricionais que envolvem o tema, discriminando-se por ações judiciais possíveis.
e)                 Quais os impactos relativos à EC 41/03, e se já há definição do STF relativa ao tema, ou seja, à adoção de um segundo teto de benefícios.
f)                   Se há algum impacto relativo ao tema no que se refere ao custeio da Fundação.
Ainda sem uma resposta por parte da Presidência do Conselho, solicitamos a deliberação do Colegiado, em face da importância que este assunto representa para os participantes assistidos, sobre o constante do item 13 da Reunião 449, de 26 de outubro de 2011, que estava pautado apenas para conhecimento dos conselheiros e tratava do mesmo assunto. Neste item, a diretoria da PETROS informava que providência já estava tomando diante do reajuste de benefícios de acordo com o entendimento do STF.
Em nosso pedido consta o seguinte:
Com a adoção do entendimento pelo STF relativo ao teto de aposentadorias trazido pela Emenda Constitucional nº 20, indaga-se quanto às adequações de aposentadorias e seus suplementos.
Veja-se que houve “repactuação” no caso Petros, em procedimento que está subjúdice. É sustentado em mandado de segurança específico que não poderiam ser alteradas as regras após a aposentadoria, e que as regras devem ser aplicadas de forma uniforme a todos. O tema não teve, ainda, julgamento de mérito.
De qualquer sorte, esse procedimento ocorreu já no ano de 2007. A emenda constitucional nº 20, no entanto, é de 1998 e a Emenda Constitucional nº 41 é do ano de 2003.
É dito pela Fundação Petros que os chamados “repactuantes” não sofreriam alteração da sua suplementação de aposentadoria; que os não repactuantes, no entanto, teriam sua suplementação a cargo da Petros reduzida, ao tempo que seria aumentado retroativamente o valor a cargo do INSS como consequência da elevação do teto previdenciário oficial.
Segundo a tese exposta pelo jurídico da Petros, portanto, haveria RETROAÇÃO da situação jurídica DE FORMA DIFERENCIADA dentro de um continente que, à época, pertencia ao mesmo plano. Tanto em 1998 quando em 2003, pois, havia apenas um plano, um contingente. Ora, necessariamente o tratamento a ser dado é um só. Admitindo-se, ad argumentandum, como válida a repactuação — e não é válida por afronta direta ao artigo 68, parágrafo único, da Lei Complementar nº 109 — ter-se-á sua vigência a partir do ano de 2007, ao tempo que a aplicação dos tetos se deu em 1998 e 2003. Veja-se o artigo —
Art. 68. As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstos nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência complementar não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes.
§ 1º Os benefícios serão considerados direito adquirido do participante quando implementadas todas as condições estabelecidas para elegibilidade consignadas no regulamento do respectivo plano.
Na época, todos pertenciam ao mesmo plano. A aplicação de regras diferentes, portanto, atenta contra a necessária isonomia, ao mesmo tempo em que faz com que cada contingente passe a representar peso diferente no acesso às reservas da entidade. Veja-se, a propósito, a Lei Complementar nº 109 —
Art. 17. As alterações processadas nos regulamentos dos planos aplicam-se a todos os participantes das entidades fechadas, a partir de sua aprovação pelo órgão regulador e fiscalizador, observado o direito acumulado de cada participante.
Parágrafo único. Ao participante que tenha cumprido os requisitos para obtenção dos benefícios previstos no plano é assegurada a aplicação das disposições regulamentares vigentes na data em que se tornou elegível a um benefício de aposentadoria.
Pertencendo todos, à época, ao mesmo Plano, impossível o tratamento diferenciado. Seria possível, nesse caso, à Fundação reduzir a suplementação para todos, a pretexto de aumento do INSS fruto de legislação de 1998 e 2003? Evidente que não. Aqui, tratando-se de um ato pontual, onde avaliadas apenas as consequências no tempo, há inequívoca prescrição quinquenal a ser aplicada. No primeiro caso, a cinco anos a contar de 1998; no segundo, a contar de 2003. Em  qualquer hipótese, a pretensão de recálculo da Petros esgotar-se-ia em 2008.
Daí, portanto, a necessidade de:
a) o Conselho Deliberativo avocar o tema para si;
b) a partir da presente provocação, seja contratado parecer jurídico externo para subsidiar a atuação do Conselho Deliberativo.
Em função desta mensagem dos Conselheiros eleitos, foi aprovada a contratação de parecer jurídico externo, ao qual estamos aguardando para breve.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eleições da PETROS


Candidatos do CDPP vencem 2 das 3 vagas em disputa
Mas vitória do candidato Chapa Branca na terceira vaga poderá trazer prejuízos graves aos participantes

As eleições da PETROS se encerraram no final da tarde de quinta-feira, dia 29 de setembro, com um resultado contraditório e do qual precisamos tirar lições.
Os participantes ativos e assistidos da PETROS foram às urnas referendar e consagrar o trabalho realizado pelos Conselheiros Eleitos do CDPP. Nossas candidaturas obtiveram 64% dos votos válidos para o Conselho Fiscal (foram 18.723 de 29151 votos) e 52,5% dos votos válidos para o Conselho Deliberativo (foram 15.939 de 30.340 votos). A chapa dos companheiros Paulo Brandão/Fernando Siqueira obteve 9.170 votos, sendo disparada a mais votada ao Conselho Deliberativo. Foi o reconhecimento dos participantes ao excelente trabalho realizado por estes verdadeiros guerreiros nos dois conselhos da PETROS.
Mas infelizmente, a segunda chapa mais votada foi a CHAPA BRANCA da FUP, que conquistou a outra vaga em disputa. Esta situação só aconteceu por que o Regimento Eleitoral da PETROS é antidemocrático. Permite que o participante dê apenas um voto para decidir os ocupantes de dois cargos em vacância.
Isto é uma excrescência! Quando há eleições para o Senado Brasileiro, com duas vagas em disputa, cada eleitor vota em dois nomes. Na PETROS, só podemos votar em um nome. Assim, uma das vagas é ocupada por uma candidatura que está sendo preterida pelos participantes. Foi o caso da CHAPA BRANCA.
Além deste dispositivo infeliz, a direção da PETROS acabou com o voto por correspondência, prejudicando enormemente os participantes, em especial os assistidos (aposentados e pensionistas), com diversas outras dificuldades (acesso aos computadores, conflitos eletrônicos, greve dos correios etc). Tudo isto afastou os participantes da decisão sobre os destinos da PETROS. Se em 2009 obtivemos 33 mil votantes em 125 mil eleitores, desta feita foram 31 mil votantes em mais de 145 mil eleitores. Baixou a representatividade de 27 para 21% de participantes no pleito por responsabilidade exclusiva da Direção da PETROS.
Com os participantes atendendo ao chamado do CDPP, obtivemos uma votação expressiva – quase o dobro dos votos da CHAPA BRANCA - que demonstra o acerto de nossa atuação e a correção de nossa política de defesa intransigente dos interesses dos participantes. Estivemos perto de vencer ao optar por uma estratégia ousada de efetuar a uma transferência de votos nacional complexa e decisiva para eleger nossos dois candidatos. Não devemos ficar tristes, mas orgulhosos pela lição de união e companheirismo que demos neste processo. Mesmo que alguns não tenham entendido isto, novamente provamos que não há possibilidade de vitória fora da união verdadeira que estamos construindo passo a passo, com paciência e determinação.
Teremos que conviver com a CHAPA BRANCA diretamente no Conselho Deliberativo da PETROS. Tal situação dará conforto para as manobras sistemáticas do atual presidente do Conselho Deliberativo, Diego Hernandes, contra os interesses dos participantes. Mas continuaremos atentos na defesa dos participantes, denunciando cada movimento do Conselheiro CHAPA BRANCA contra os participantes.
Queremos agradecer a todos os companheiros que estiveram juntos conosco para garantir a vitória de nossas três chapas. Graças à vocês, vencemos em duas das três vagas disputadas. E esta vitória expressiva, com o apoio de 60% dos participantes neste processo, não foi nada em comparação com a impressionante unidade que forjamos entre todas as associações de aposentados petroleiros do Brasil, a FENASPE (a Federação Nacional dos Aposentados), o Sindipetro/RJ, a FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PETROLEIROS – FNP, a AASPECE/Ceará etc. De norte a sul do país, estivemos UNIDOS DE VERDADE!
Uma unidade verdadeira que possibilitou uma campanha sem precedentes, com uma estratégia nacional que ficou muito próxima de ser consolidada na vitória das três vagas em disputa. Todos os companheiros estão de parabéns e em breve o CDPP deverá se reunir para realizar uma avaliação unitária e estabelecer novos passos nesta caminhada. Nossa união é a nossa arma! 
Atenciosamente,
Ronaldo Tedesco 
Coordenador do CDPP - Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS
Celular: (21) 8764-0427

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ajude a consolidar a vitória dos participantes ativos e assistidos da PETROS


Nesta reta final das eleições da PETROS, queremos reafirmar: UNIDOS DE VERDADE, A PETROS É NOSSA!
Quem ainda não votou - e ainda falta muita gente! - precisa nos ajudar a construir esta vitória. A direção da PETROS está tripudiando com os participantes. Primeiro retirou o voto por correspondência, impedindo assim o direito de votar de muitos participantes, especialmente os assistidos.
Agora, já iniciadas as eleições, muitos participantes sequer receberam suas senhas para votar por telefone, prejudicando aposentados e pensionistas, principalmente.
Tudo para que os candidatos CHAPA BRANCA tenham alguma chance de serem eleitos.
Mas acreditamos que a resposta dos participantes poderá superar todas as tramoias para vencermos novamente. Repetimos: só há uma verdadeira unidade nacional que é a unidade expressa pelos candidatos do Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS (CDPP) e defendida pela maioria absoluta das entidades sindicais e associações de aposentados petroleiros. São chapas indicadas por dirigentes de importantes entidades, como SINDIPETRO RJ, FENASPE, FNP, AEPET, AMBEP, entre outras, com os ideais de quem sempre defendeu a PETROS dos ataques neoliberais desde FHC.
UNIDOS DE VERDADE, A PETROS É NOSSA! 

Não esqueça:
Você só poderá votar em uma chapa ao conselho deliberativo (ou 15 ou 23). 
E uma chapa ao conselho fiscal (31).

PARA O CONSELHO DELIBERATIVO, VOTE 15


Paulo Brandão e Fernando Siqueira

PARA O CONSELHO DELIBERATIVO, VOTE 23

    

Clarckson e Marcos André

PARA O CONSELHO FISCAL, VOTE 31

   

Epaminondas Mendes e Emídio

COMO VOTAR?

Para ganharmos as três vagas em disputa, os aposentados do Sul e do Sudeste devem votar nas Chapas 15 e 31.
Os companheiros da ativa em todo o país e os aposentados do Norte e do Nordeste devem votar nas Chapas 23 e 31.
Assim, você estará ajudando os participantes da PETROS a defenderem seus direitos, sem vacilação.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS (E TAMBÉM ATIVOS)
Por telefone:
0800-285-0098, ligação gratuita, 24 horas de fixo ou celular. Você terá que informar o nº do seu CPF e, em seguida, a senha do ‘kit de votação’ que a Petros enviará para sua residência. Siga as instruções da gravação até o seu final.
Obs.: Tenha em mãos estes dados e os números do seus candidatos para Conselho Deliberativo e Fiscal.

Pela internet (www.petros.com.br)
Basta informar a Matrícula Petros e a Senha de Participante, a mesma que você utiliza para acessar o Portal Petros ou Empréstimo Pessoal.

Obs.: Será necessário que você confirme uma informação pessoal, podendo ser seu CPF. 

ATIVOS
Acesse a Intranet do Sistema Petrobrás. Os empregados da Petrobrás e subsidiárias poderão votar utilizando a Intranet, usando a sua Chave e o CPF.

Atenção!
» O sistema estará disponível 24 horas, e em caso de esquecimento ou perda da senha, você poderá ligar para a Central de Atendimento da Petros (0800-285-0098) e receberá nova senha.
» O telefone 0800-285-0098 é só para eleição de 16 a 29 de setembro de 2011.

» Se você não sabe a sua senha de Participante do Portal Petros, a mesma para Empréstimo, liga já e peça agora pelo número 0800-025-3545 (Central de Atendimento).

Entre os dias 16 e 29 de setembro, apoie os candidatos que
defendem os participantes ativos e assistidos!

sábado, 17 de setembro de 2011

Eleições da PETROS 2011 já começaram

Ativos, aposentados e pensionistas

UNIDOS DE VERDADE!
Só há uma verdadeira unidade nacional para defender os nossos interesses na PETROS. É a unidade expressa pelos candidatos do Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS (CDPP) e defendida pela maioria absoluta das entidades sindicais e associações de aposentados petroleiros. São chapas indicadas por dirigentes de importantes entidades, como SINDIPETRO RJ, FENASPE, FNP, AEPET, AMBEP, entre outras, com os ideais de quem sempre defendeu a PETROS dos ataques neoliberais desde FHC. UNIDOS DE VERDADE, A PETROS É NOSSA! 

Não esqueça:
Você só poderá votar em uma chapa ao conselho deliberativo (ou 15 ou 23). 
E uma chapa ao conselho fiscal (31).

PARA O CONSELHO DELIBERATIVO, VOTE 15


Paulo Brandão e Fernando Siqueira

PARA O CONSELHO DELIBERATIVO, VOTE 23

    

Clarckson e Marcos André

PARA O CONSELHO FISCAL, VOTE 31

   

Epaminondas Mendes e Emídio

COMO VOTAR?

Para ganharmos as três vagas em disputa, os aposentados do Sul e do Sudeste devem votar nas Chapas 15 e 31.
Os companheiros da ativa em todo o país e os aposentados do Norte e do Nordeste devem votar nas Chapas 23 e 31.
Assim, você estará ajudando os participantes da PETROS a defenderem seus direitos, sem vacilação.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS (E TAMBÉM ATIVOS)
Por telefone:
0800-285-0098, ligação gratuita, 24 horas de fixo ou celular. Você terá que informar o nº do seu CPF e, em seguida, a senha do ‘kit de votação’ que a Petros enviará para sua residência. Siga as instruções da gravação até o seu final.
Obs.: Tenha em mãos estes dados e os números do seus candidatos para Conselho Deliberativo e Fiscal.

Pela internet (www.petros.com.br)
Basta informar a Matrícula Petros e a Senha de Participante, a mesma que você utiliza para acessar o Portal Petros ou Empréstimo Pessoal.

Obs.: Será necessário que você confirme uma informação pessoal, podendo ser seu CPF. 

ATIVOS
Acesse a Intranet do Sistema Petrobrás. Os empregados da Petrobrás e subsidiárias poderão votar utilizando a Intranet, usando a sua Chave e o CPF.

Atenção!
» O sistema estará disponível 24 horas, e em caso de esquecimento ou perda da senha, você poderá ligar para a Central de Atendimento da Petros (0800-285-0098) e receberá nova senha.
» O telefone 0800-285-0098 é só para eleição de 16 a 29 de setembro de 2011.

» Se você não sabe a sua senha de Participante do Portal Petros, a mesma para Empréstimo, liga já e peça agora pelo número 0800-025-3545 (Central de Atendimento).



Entre os dias 16 e 29 de setembro, apoie os candidatos que
defendem os participantes ativos e assistidos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Reunião com Almir Barbassa, Diretor Financeiro da Petrobrás

No dia 19 de agosto, próximo passado, os conselheiros eleitos da PETROS estiveram reunidos por mais de uma hora com o Diretor Financeiro da Petrobrás, Sr. Almir Barbassa.
A reunião tratou de assuntos de interesses dos participantes da PETROS, a saber:
1- Contencioso Jurídico da PETROS
A PETROS hoje está assoberbada de processos jurídicos de participantes reivindicando correções de benefícios, cumprimentos de artigos do RPB (ex.: ações dos níveis), entre muitas outras, em função de uma gestão temerária de desrespeito à direitos dos participantes ativos e assistidos.
Os Conselheiros Eleitos observaram que a Petrobrás, como principal patrocinadora, deveria tomar uma atitude imediata, que teria apoio dos Conselheiros Eleitos, no sentido de estancar esta verdadeira sangria dos cofres da Fundação. Para isso, propõem uma busca por um esforço para a quitação administrativa das demandas judiciais.
2- Ações dos Níveis
A perspectiva inegável é que todas as ações de níveis (referente à níveis pagos em 2004, 2005 e 2006 a todos os funcionários da ativa da Petrobrás e não repassados aos assistidos, como manda o artigo 41 do RPB) sejam plenamente vitoriosas. Por isso, a proposta dos Conselheiros Eleitos é que a Patrocinadora Petrobrás busque uma solução administrativa que contemple esta demanda imediatamente para todos os assistidos.
3- RMNR
A questão da RMNR tem duas facetas que devem ser verificadas. A primeira, referente aos assistidos, é idêntica à questão dos níveis, em médio ou longo prazo. Para isto, a Petrobrás deveria buscar também um acordo rápido com os participantes assistidos.
A segunda questão tem a ver com o direito dos ativos em contribuir sobre as parcelas estáveis de seus salários, cujo desconto não está sendo efetuado pela Petrobrás no Plano PETROS do Sistema Petrobrás, mas é feito para o Plano PETROS 2. Na opinião dos Conselheiros Eleitos, tais irregularidades devem ser superadas imediatamente a partir de uma orientação clara da patrocinadora para que o Regulamento do Plano seja respeitado.
4- Pós-82
Os conselheiros eleitos explanaram a respeito da proposta de Fim do Teto de Contribuição dos Pós-82, que estão defendendo e tentando pautar no colegiado do Conselho Deliberativo. Infelizmente os representantes da patrrociandora, através do Presidente do CD se recusam a pautar a discussão. Entramos com uma ação jurídica para obrigar que o tema seja discutido no Conselho Deliberativo da PETROS
5- Fundo Administrativo e Multipatrocínio
A utilização dos recursos financeiros do Fundo Administrativo da PETROS para implantação do multipatrocínio em nossa Entidade, está provocando um enorme prejuízo aos participantes. A maioria dos planos do multipatrocínio são deficitários. É preciso que seja parada esta verdadeira sangria de recursos, proveniente de um Fundo que já acumula mais de R$ 1,2 Bilhões, pertencentes em sua quase totalidade ao PLANO PETROS DO SISTEMA PETROBRÁS.

Além do Diretor Almir Barbassa, esteve presente também o Gerente Jorge Nahas, que é Conselheiro Deliberativo indicado pela PETROBRÁS. Representando os participantes estiveram presentes os Conselheiros Deliberativos Yvan Barretto e Ronaldo Tedesco e os Conselheiros Fiscais Fernando Siqueira e Silvio Sinedino. O Conselheiro Deliberativo Paulo Brandão não pode comparecer à reunião por problemas pessoais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Manifestação da FENASPE


I - No ano de 2001, durante a tentativa de implantação do PPV, a Petrobrás se comprometeu a aportar recursos na PETROS. Esses recursos foram aportados via NTN série B, indexados pelo IPCA e com rentabilidade de 6% ao ano. À época, as entidades representativas dos petroleiros foram contra, essencialmente pelos seguintes motivos: o primeiro, que os títulos foram recebidos pelo valor de face, e não pelo valor de mercado; segundo, porque um capital imenso era ancorado a 6% ao ano, quando as possibilidades de mercado apontavam para a possibilidade de rentabilidade bem maior. Por fim, que a PETROS se comprometeu a manter esses títulos até o vencimento, ou seja, não poderia vender no mercado secundário, ainda que com deságio e pior porque como a dívida interna do governo é superior a 1,6 trilhões, impagável, havia o perigo de calote. Esse compromisso de quitação apenas a vencimento era parte das condições para poder contabilizar os títulos pelo valor de face, para inflar o valor efetivamente recebido.

II - À época a própria Secretaria do Tesouro Nacional registrou que os títulos recebidos pela Petros por 8 bilhões de reais, e assim contabilizados, na verdade valiam apenas 4,4 bilhões. Evidentemente, contabilizar estes títulos pelo valor de face era uma jogada contábil, mas plenamente aceita pela SPC e com resolução autorizativa do CGPC. De qualquer maneira, a Petros encarteirou estes títulos sem poder negociá-los. No histórico de lesões à Fundação, a “repactuação”, em decorrência do AOR feita no Governo Lula, conseguiu ser ainda pior, porque a Petrobras não entregou títulos e pagará apenas juros de 6% durante alguns anos, sem nunca pagar o principal.

III - Estes títulos do ano de 2001 foram trocados, neste ano, por outros, com diferentes vencimentos. A PETROS calcula suas necessidades de liquidez, para que possa honrar mês a mês as aposentadorias. Não basta apenas ter patrimônio. É preciso, mês a mês, de forma projetada e programada, ter disponíveis os recursos para pagar os benefícios. Esse cálculo complexo normalmente é espelhado na chamada “ ALM – Asset Liability Management”. Ou seja, não basta ter recursos no mercado de ações, ou em renda fixa, ou em imóveis, sem que haja possibilidade de transformar parte disso em recursos líquidos, mês a mês, para honrar os benefícios. A Petros trocou os seus títulos de vencimento 2033, contabilizados pelo valor de face, por outros com diversos vencimentos, inclusive posteriores aos títulos originais. Aqui, não houve o compromisso da PETROS de manter até o vencimento. Daí a contabilização de mercado, não mais pelo valor de face. Passo seguinte, a PETROS vendeu parte destes títulos no mercado secundário, “realizando prejuízo” próximo a 0,6%. Outra parte resolveu manter em carteira porque as necessidades de liquidez apontavam para essa  possibilidade e necessidade.

IV - Em sã consciência, e, evidentemente, analisando-se de boa fé, o preço suportado pela PETROS para dar liquidez àqueles títulos foi absolutamente insignificante: 0,6%. E, com esses recursos comprou expressiva participação acionária na Itausa.

V- O controle acionário de uma empresa, ou parte desse controle, tem um preço a mais em relação ao valor negociado em bolsa. Essas operações são chamadas de “ block trade”, ou seja, a compra e venda em bloco de ações. Daí ser no mínimo ingênuo querer comparar o preço de uma ação avulsa na Bolsa de Valores com o preço pago por cerca de 15% do capital votante da empresa, e que deu direito inclusive a estar presente no Conselho de Administração da Itausa. No máximo essa comparação serve para demonstrar o excelente negócio feito pela Fundação, ou como mero balizamento para calcular o “plus” a ser pago pelo controle acionário ou parte dele.

VI - De outra parte, circulou na internet o argumento de que “ a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”. Parece que esqueceram que estão tratando com petroleiros, gente acostumada a pensar e a fazer cálculos. O argumento é esquizofrênico. Neste caso, o prejuízo passado também não é garantia de prejuízo futuro? Assim, as portas estariam abertas para que a Petros aplicasse em ações historicamente deficitárias usando o mesmo argumento esquizofrênico?

VII - Que fique claro: os títulos públicos rendiam IPCA + 6% ao ano. Não raro, a rentabilidade dos grandes Bancos ultrapassa os 20% ao ano. Veja-se mais, sempre na tentativa de deturpar, foi divulgado que a Previ não quis “aumentar sua posição” em ações da Itausa. É claro! A PREVI JÁ DETÉM PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA NAS AÇÕES DA ITAUSA. O texto divulgado, no entanto, tenta fazer confundir, como se a Previ não quisesse ingressar no negócio. Ora, a Previ já está lá há anos! Com assento no Conselho de
Administração, apenas quis manter sua estratégia de diversificação.

VIII - Tenha-se presente que a Itausa e a holding do Banco Itaú, o maior Banco privado nacional. A operação deveria ser motivo de orgulho para a Fundação Petros e seus participantes: 15% das ações com direito a voto passaram a ser de nossa Fundação. Misturar isso com crise internacional e outros argumentos forçados é indício de desespero e pior, demonstra o baixo nível que envolve a disputa pela Fundação. Falar da saúde financeira do Banco Itaú é um absurdo e sequer a crise internacional dá abrigo ao argumento histérico. Em 2008, o Itaú aproveitou-se da crise para comprar o Unibanco. Foi considerado o banco mais sustentável do mundo!

IX - Durante toda luta em defesa do pré-sal para os brasileiros, contra os leilões de nossas riquezas, já esperávamos por agressões, por tentativas de desmoralizar nossas lideranças, no exato estilo praticado pela CIA em todo mundo. É tática antiga a divulgação de falsos dados, falsos estudos, sempre para tentar dividir, para tentar atingir nossas lideranças e enfraquecer nossos ideais. Os petroleiros já conhecem isso e não se deixam enganar.

X - Nossos conselheiros eleitos são homens sérios, honrados. Não são apenas profundamente comprometidos com os participantes e assistidos, com as questões da Previdência Complementar. São lutadores da área do Petróleo, militantes históricos, que não titubearam ao optar por aprovar um excelente negócio em vez de ceder à demagogia fácil. São oposição ao entreguismo e peleguismo da FUP no Governo Lula e no Governo Dilma, mas isso não se confunde com os interesses da Petros e seus participantes.

Fenaspe - Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras e PETROS – Afiliadas: Aspene/SE, Aspene/AL, Astaipe/Santos, Astape/BA, Astape/RJ, Aepet/RJ,Aepet/BA, Astaul/Santos, Ambep/RJ, Apape/ RJ, Apaspetro/RN

Adelino Ribeiro Chaves
Presidente


FENASPE – Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras e Petros.
Site: www.fenaspe.org.br email: fenaspe@fenaspe.org.br
Av. Presidente Kennedy, nº 1995 – Sala 501 – Centro – Duque de Caxias – RJ
Telefones: (21) 2671-5263 / 2782 – 8123 Fax: (21) 2672-2848


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conheça os candidatos indicados pelo CDPP às Eleições PETROS 2011

Eleições PETROS 2011 nos dias 16 a 29 de Setembro

Caros participantes,
A Direção da PETROS acabou com o VOTO POR CORRESPONDÊNCIA para facilitar a vida dos seus candidatos. Mas nós vamos juntos mostrar que A PETROS É NOSSA!
Estamos apresentando as candidaturas de companheiros comprometidos com a defesa dos interesses dos participantes e sem nenhum tipo de compromisso com qualquer Governo, patrocinadora ou partido político. Nosso desafio é garantir a unidade dos participantes da PETROS em defesa dos seus interesses. Ativos e assistidos, repactuados ou não: A PETROS É NOSSA!
Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS - CDPP

Chapa de Assistidos ao Conselho Deliberativo

Brandão

Paulo Teixeira Brandão, petroleiro, aposentado, admitido em 1961 na REDUC e em 1972 na Petrobrás Distribuidora. Bacharel em Direito. Autor do livro Em Defesa dos Fundos de Pensão. Na Petros  foi Diretor, Presidente do Conselho Fiscal e atualmente Conselheiro Deliberativo Eleito.

Siqueira

Fernando Siqueira, engenheiro, aposentou-se em 1995. Presidente da AEPET em seu quinto mandato. É o atual presidente do Conselho Fiscal da PETROS e vice-presidente do Clube de Engenharia. Foi Conselheiro Deliberativo eleito. Defende o Plano PETROS do Sistema PETROBRÁS para TODOS.

Chapa de Ativos ao Conselho Deliberativo

Clarckson

Clarckson Messias, sergipano, 54 anos, formado em Ciências Contábeis. Está na Petrobrás desde 1978. Trabalha como Técnico de Contabilidade. É dirigente sindical da Federação Nacional dos Petroleiros - FNP para unir novos e antigos, ativos e aposentados. A PETROS É NOSSA!

Marcos André

Marcos André, 37 anos, participante do Plano PETROS 2, com cinco anos de Petrobrás, é Técnico de Suprimento. Formado em Ciências Contábeis na Federal da Bahia. É acadêmico de Direito. Diretor do SRQP/Bahia luta contra o sindicalismo pelego praticado pelos atuais dirigentes da FUP.

Chapa de Assistidos ao Conselho Fiscal

Epaminondas

Epaminondas de Souza Mendes, trabalha na Petrobras desde 1957. Fundador da Petros. Desde 1989 é dirigente da ASTAPE/BA; Técnico de Máquinas e Motores. É graduado em Teologia. Tem sido suplente de Yvan Barretto como Conselheiro Deliberativo Eleito da PETROS nos últimos 8 anos.


Emidio


Emidio Rebelo Filho, bacharel em Direito, Técnico em Contabilidade, graduado em Administração e Relações Humanas. Entrou na Petrobras em 1956, foi chefe do Setor de Pessoal, da Divisão Administrativa e da Divisão de Relações Industriais da RENOR. Fundador da PETROS, inscrição 005.

Programa das Chapas do CDPP

Trabalhar pelo aperfeiçoamento dos planos de benefícios sem prejudicar direitos coletivos. Manutenção irrestrita dos direitos adquiridos dos ativos e assistidos. Fiscalizar a gestão dos patrimônios individuais e dos coletivos e solidários, visando o cumprimento dos compromissos assumidos com os participantes. Lutar para manter o caráter previdenciário da PETROS. Defesa intransigente dos direitos dos participantes dos planos em retirada de patrocínio. Defesa dos direitos de todos os participantes (repactuantes ou não) do Plano PETROS do Sistema Petrobrás e do Plano PETROS 2. A PETROS É NOSSA!

Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS - CDPP